Cícero confirma interesse em adquirir vacinas

O prefeito Cícero Lucena (Progressistas) assinou protocolo de intenções de integrar João Pessoa a um consórcio nacional, a ser criado pela Frente Nacional de Prefeitos, buscando a compra de vacinas contra a Covid-19 para atender a população. Ele explicou que, próxima semana, assinará a adesão, além de definir a quantidade de doses necessárias.

Existe a possibilidade de aquisição, mas a formação do consórcio precisa ser homologado pelo Ministério da Saúde, que é responsável pelo Plano Nacional de Imunização. A aquisição será que ser proporcional à população de cada município.

“É um esforço que estamos fazendo por termos a certeza de que a forma melhor de combater essa doença [Covid-19] é a vacina, o distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel”, destacou Cícero, durante entrevista coletiva, nesta terça-feira (02).

Disse que a Capital tem trabalhado, em parceria com o Governo do Estado, para aumentar os leitos de UTI, no aumento dos leitos de enfermaria. Lembrou ainda da instalação de usinas de oxigênio de forma a evitar o colapso.

“João Pessoa está monitorando os casos de Covid-19 por bairro. Mangabeira e Manaíra são os que registram maior número de casos”, explicou o prefeito da Capital. Cícero disse ainda ter consciência dos limites da cidade, a exemplo dos números de UTIs e mão de obra”, explicou o gestor.

Cícero afirmou que as vacinas que têm chegado a João Pessoa, encaminhadas pelo Governo Federal, estão bem aquém do que é necessário para a imunização não apenas dos grupos prioritários – idosos e trabalhadores da linha de frente da Covid-19. Por isso, alegou Cícero, há uma necessidade de se buscar alternativas. Uma delas é a compra de vacina.

Em Campina Grande, o prefeito Bruno Cunha Lima confirmou entendimentos adiantados com um consórcio nacional de municípios que se mobiliza para compra direta de vacinas contra a Covid-19. Para o gestor, a possível adesão ao consórcio e a compra das vacinas serão “ações complementares” à que vem sendo desenvolvida pelo governo federal, que acertadamente vem estabelecendo critérios de grupos prioritários.

Ele destacou que é importante se evite ao máximo a “politização” da vacina para que se encontre caminhos ágeis e eficientes de imunização.

Bolsonaro freia compra – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou seis artigos da Lei 14.121, de 2021, que autoriza o Brasil a aderir ao projeto Covax Facility, entre eles o prazo de cinco dias para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar um vacina em caráter emergencial.

Também barrou um inciso que autorizava estados, Distrito Federal e municípios a vacinar suas populações “no caso de omissão ou de coordenação inadequada das ações de imunização de competência do Ministério da Saúde”. A responsabilidade por todas as despesas, de acordo com a lei, ficaria a cargo da União.

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