“Errei e me desculpo”. Qual a verdade nessa pandemia?

“Errei e me desculpo”. A frase pode servir para qualquer um de nós, nessa pandemia. Mas, quando vem de um gestor, que precisa ser líder em um momento em que as pessoas ora cansadas das medidas de isolamento ora nem aí para a “cor da chita”, fica complicado apoiar a hipocrisia de alguns.

As pessoas continuam naquela “ah, não estou doente”, “ah, não estou internado”. As alegações pífias são para justificar as aglomerações “fúteis”, como classificou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que não é a favor de “lockdown”, mas defende o distanciamento social e o uso de máscara.

Todo esse floreado para falar da atitude do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que não só furou a quarentena exigida para quem precisa dar exemplo, como aglomerou numa roda de samba, sem máscara, em um bar no Centro. Como sempre, após a repercussão negativa, pediu desculpas.

“Errei ao resolver me juntar aos músicos e cantar algumas músicas. Obviamente, ver o prefeito da cidade cantando em um bar, é um fato que por si só gera alguma aglomeração que é tudo que não se deve fazer nesse momento. Além disso retirei minha máscara por algum tempo enquanto cantava. Me desculpo com a população por esse gesto. O coronavírus é uma doença grave(estou vendo isso muito de perto) e estamos longe do fim da pandemia”, disse o prefeito.

Não! Eu não desculpo nem o senhor, nem qualquer outro que tem o dever de “cuidar”, palavra muito usada em discursos políticos, mas que na prática não estão nem aí. E olhe que um decreto com medidas de flexibilização, publicado na última sexta-feira (07) por Eduardo Paes, mantém as rodas de samba proibidas.

Qual o exemplo que queremos ser, seja para nós mesmos, para a família e pessoas que estão em nosso entorno?

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