Federação União-PP seria grande na Paraíba, se já não nascesse dividida

Imagine o poder de fogo de uma federação que tem seis deputados estaduais, três federais, dois senadores, um vice-governador e os prefeitos das duas maiores cidades da Paraíba. Politicamente, seria uma espécie de “terceira força”, mas a realidade é outra. A União Progressista está, literalmente, dividida no estado.

Com a oficialização, a federação passa a ter, ao lado do PSB, a segunda maior bancada na Assembleia Legislativa da Paraíba. O PP e o União elegeram três parlamentares cada nas eleições de 2022.

Apesar de estarem sob uma federação, estão divididos. Metade é base do governador João Azevêdo, a outra é oposição. São eles: Dra. Paula, Galego Sousa, Jane Panta, George Morais, Gilbertinho e Taciano Diniz.

A maior bancada na Casa de Epitácio Pessoa é a do Republicanos, com oito parlamentares.

Já em relação à bancada federal paraibana, a União Progressista passa a contar com três deputados federais – Aguinaldo Ribeiro, Mersinho Lucena e Damião Feliciano – e dois senadores: Daniella Ribeiro e Efraim Filho. Em relação ao Senado, é um pra cada lado.

O PP tem o vice-governador Lucas Ribeiro, que é candidato natural à reeleição. Assim como Efraim está com o ‘foguete’ na estrada.

Em relação às duas maiores cidades do estado, o PP administra a Capital com Cícero Lucena, aliado político e administrativo do governador, e Campina Grande com Bruno Cunha Lima, oposição desde o primeiro mandato de João.

Já na Câmara da Capital, o PP tem a maior bancada com cinco vereadores, todos na base de Cícero. O União não teve chapa proporcional na disputa. Em Campina, sao cinco do União e alinhados com Bruno. O PP elegeu um, em tese, oposição.

O comando da federação na Paraíba ainda não foi definido. A depender de quem assumir, a rota terá de ser recalculada.