O cancão piou entre Nabor Wanderley e Veneziano Vital do Rêgo no debate com os candidatos ao Senado, promovido pelo Sistema Arapuan/Band, nesta segunda-feira (31), quando ele ex-prefeito de Patos questionou o emedebista sobre o PL 5.314/19, de autoria do senador.
Durante o confronto, Veneziano afirmou que Nabor estaria mentindo, mas o projeto apresentado pelo senador prevê que, havendo indícios de má utilização da pensão alimentícia, o responsável pela administração dos recursos possa ser obrigado pela Justiça a apresentar mensalmente documentos comprovando os gastos, por até seis meses.
A proposta, que tem sido alvo de críticas por mães solo, segue em tramitação no Senado.
Nabor criticou a medida e afirmou que é preciso ter uma visão mais humana sobre a realidade das mães que recebem pensão para cuidar dos filhos. Segundo dados do IBGE, rendimentos de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador somaram, em média, R$ 771 por mês por pessoa em 2024 no Brasil.
“Não podemos tratar a mulher que cuida dos filhos como suspeita. Quem cuida precisa de apoio, proteção e políticas públicas, não de mais burocracia”, afirmou Nabor.
Também destacou que sua atuação política tem sido marcada pela defesa de políticas públicas voltadas às mulheres, especialmente nas áreas de proteção, saúde, acolhimento e autonomia. Para Nabor, a disputa pelo Senado precisa apresentar propostas concretas para melhorar a vida das famílias paraibanas, e não criar mecanismos que aumentem a pressão sobre quem já enfrenta uma rotina de responsabilidades.
Os dois têm polarizado os últimos debates e é nítido o incômodo de Veneziano. Nas eleições deste não, duas vagas ao Senado estão em disputa.