1,2,3… e já! Vai começar a choradeira dos “sem fundo eleitoral”

Não estranhe se, nos próximos dias, você eleitor, começar a escutar choradeira de candidatos sobre cofres vazios ou pseudo injustiças. Aliás, essa choradeira não escolhe partido. Mas, quando se trata da divisão do fundo eleitoral, só digo uma coisa: ninguém é inocente nessa história.

Confira a análise completa no @blogdasonylacerda

O dinheiro já começou a cair na conta de alguns candidatos e estou aqui para mostrar como os critérios de distribuição interna – que são definidos pelos comandantes dos partidos, e não pela justiça eleitoral, que fique claro – contribuem para manter quem tem mandato lá e os demais, na última fila do grid de largada. Principalmente, em se tratando da disputa por vagas proporcionais.

Ah! Não vamos nos esquecer das emendas parlamentares federais, que costumo chamar de “fundão eleitoral fixo”.

Os partidos, ou lideranças, acabam divididos entre repartir o bolo igualmente ou fatiar convenientemente.

Partindo da premissa de que em time que está ganhando não se mexe, o formato da divisão do fundo eleitoral não vai mudar nem tão cedo. Aceite que dói menos.

Claro, vez ou outra essa bolha de que “só quem ganha é quem tem mandato” é furada, conseguindo se eleger com ou sem fundo eleitoral.

Tem quem se destaque como liderança municipal, despertando interesses estaduais e até nacionais. Pode até não ter voto suficiente para se eleger, mas pode ajudar quem já está lá a continuar sentado na cadeira.

Tem ainda os que se destacaram em eleições anteriores, alcançaram uma suplência, atraindo a atenção do partido ou de outras legendas e, na cadeia alimentar eleitoral, acabam conquistando um fundo mais robusto. Tem ainda a modalidade do “amigo de um amigo” ou “amigo do chefe”.

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