Enquanto 2026 se desenrola, uma outra disputa já está em curso e passa pelo reeleição do deputado federal paraibano Hugo Motta (Republicanos) para presidente da Câmara Federal com o presidente Lula atuando como “cabo eleitoral”.
O petista teria acertado com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, apoio a um novo mandato de Hugo Motta, a partir de 2027, caso ambos vençam as disputas eleitorais. A informação é do Estadão.
Motta tem ajudado em pautas consideradas importante para o Governo, ao contrário do presidente do Senado Davi Alcolumbre, que tem travado uma guerra particular com Lula.
O acordo prevê que Lula apoie Motta, aliado político de Ciro, para permanecer no comando da Câmara. Em troca, o PP e o União Brasil, partidos que formam uma federação e têm Alcolumbre como uma de suas principais lideranças, decidiram manter neutralidade na eleição presidencial.
O Republicanos de Hugo Motta também decidiu pela neutralidade, o que se certa forma ajuda na campanha do pai do deputado federal, Nabor Wanderley, candidato ao Senado pela Paraíba e com apoio declarado a Lula.
A negociação também inclui um entendimento para que o PT não atrapalhe a campanha de Ciro à reeleição pelo Piauí. Em contrapartida, o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro deixaria de fazer oposição ao Governo Lula.
A neutralidade dos partidos do Centrão afasta essas siglas da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o governo busca outra composição no Congresso após a eleição.
“Com a neutralidade desses partidos e a possibilidade de uma vitória nossa, temos de construir uma correlação de forças diferente no pós-eleição”, afirmou Guimarães.




