Não sei o que preocupa mais: o “surto” dos bebês reborn – e não se trata aqui de apenas possuir uma boneca, é do além disso – e as pseudo mães, e até pais, ou políticos entrarem nessa onda e se verem às voltas com projetos de lei para barrar esse “surto”.
Na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado Walber Virgolino (PL) apresentou projeto de lei que tipifica como infração administrativa pelo uso de bonecos “Reborn” ou qualquer outro artefato que simule a presença de criança de colo para obtenção de benefícios ou prioridade no âmbito de serviços públicos ou privados no estado.
Segundo Walber, situações registradas pelo país, de donos de bebês reborn quererem batizar ou que os bonecos sejam atendidos na rede pública de saúde não chegaram à Paraíba, mas que é melhor prevenir.
O deputado está errado? Não. Os políticos deveriam entrar nessa onda? Também não. Chega a ser esdrúxulo ir de encontro ao óbvio.
Até que ponto chegamos, em que pese haver a necessidade de se intensificar o debate sobre a saúde mental da sociedade, nesse caso dos bebês reborn, é preciso separar o que é insanidade, surto ou sabedoria de muitos que têm tirado proveito monetário das situações.





