Câmara derrota PEC do Voto Impresso e Bolsonaro

Após uma discussão polêmica, a Proposta de Emenda à Constituição 135/19, que propõe o voto impresso, nas eleições foi derrotada pelos deputados federais impondo uma dura derrota ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que atuou como “cabo eleitoral”, além de ameaçar a realização do pleito.

Foram 229 votos contrários à proposta e 218 a favor, e uma abstenção. Como não foram obtidos os 308 votos favoráveis necessários, o texto será arquivado. Dos oito parlamentares paraibanos presentes à votação, três foram favoráveis: Edna Henrique (PSDB-PB), Julian Lemos (PSL-PB) e Ruy Carneiro (PSDB-PB). Já os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Efraim Filho (DEM-PB), Hugo Motta (Republicanos-PB) e Wilson Santiago (PTB-PB) não votaram.

Durante a discussão, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a pedir calma aos deputados durante a votação da PEC. Ele disse que o tema eleva a “adrenalina” dos deputados, mas é preciso garantir o andamento dos trabalhos.

“Gostaria de agradecer ao plenário desta Casa, que deu uma resposta a esse assunto. Na Câmara, espero que esse assunto esteja definitivamente encerrado”, declarou o deputado Arthur Lira.

A proposta determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

Na semana passada, a comissão especial derrotou o texto do relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR), e também rejeitou o texto original, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF). A decisão de levar a PEC ao Plenário foi tomada pelo presidente da Câmara com o objetivo de encerrar a disputa política em torno do tema.

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