Quem achar que “reter” apoio de prefeito é bom, melhor repensar a estratégia

Se algum candidato à majoritária estiver pensando que vai evitar que prefeito mude de lado, melhor buscar outra estratégia. Nessas eleições, os gestores têm se consolidado em um poder político “independente”, seja de partidos ou de mandatários.

A lógica foi invertida: se antes, eram os candidatos que iam em busca do apoio, nas eleições deste ano, os prefeitos é que têm colocado as cartas na mesa. Querem emendas e garantias para 2028.

O motivo de o ex-governador João Azevêdo (PSB) não ter aparecido na abertura do São João de Patos, terra de Nabor Wanderley, seu companheiro de chapa, teria sido uma mudança de apoio por parte do prefeito de Teixeira, Wenceslau Marques, que é do PSB, mas decidiu por votar em Nabor e no senador Veneziano Vital do Rêgo.

Primeira lição: prefeito eleito não é garantia de apoio certo.

Um dia depois, na festa de São João realizada pelo deputado estadual Eduardo Carneiro (Solidariedade), em Bananeiras, João Azevêdo esteve presente e falou em unidade do grupo. Nabor seguiu a mesma linha e destacou que divergências são normais.

Segunda lição: brigas internas só beneficiam a oposição.

Se for pegar o recorte de prefeitos eleitos, o partido comandado por Veneziano, o MDB, por exemplo, tem assistido a boa parte dos seus mandatários se debandar para João e Nabor. Outros partidos como PP, União, PL, Republicanos também têm assistido a esse apoio “pingue-pongue”.

Esse mix de apoio se consolidou para as eleições 2026. Não é politicamente “saudável”, mas administrável. E olhe que a campanha propriamente dita ainda nem começou.