Ano eleitoral, denúncias dominam as redes sociais. Mas, é só isso?

Em amo de eleições, as “denúncias” por candidatos de oposição dominam as redes sociais. O líder da oposição na Câmara Federal, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), é um exemplo. Essa semana, ele deu uma passada nas obras de duplicação da BR-230 entre Campina Grande e a Comunidade da Farinha (Praça do Meio do Mundo).

A obra é a menina dos olhos do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), um dos principais apoiadores do presidente Lula na Paraíba. Também foi o responsável pela indicação do presidente do DNIT no estado, Arnaldo Monteiro. Tem trabalhado para que avance. Aliás, em relação à triplicação da BR-230 – Cabedelo a João Pessoa -, que teve início em 2017, a de Campina, que começou bem depois, está bem adiantada.

Em que pese Cabo Gilberto não estar errado sobre a demora da obra, e em cobrar, a estratégia de “prometer” que o senador Flávio Bolsonaro, se eleito, vai concluir a duplicação – não há garantias real e o deputado sabe disso -, tem como objetivo principal atiçar a bolha do voto.

Mas, a pergunta a ser feita é: o deputado federal investiu quanto em emendas para a conclusão da duplicação da BR-230? Porque só chamar a atenção, não vai mover as pedras no caminho. Falar sempre é mais fácil…

Em um ponto, o oposicionista tem razão: a obra começou com todo o gás e, agora, avança a passos, ou quilômetros, lentos. Finalizada, vai impactar milhares que trafegam de João Pessoa ao Sertão.

Ser oposição não se resume apenas a fazer vídeos bem elaborados em ano eleitoral, criticando o governo federal, “jogando pra galera”, envolve cobrar no dia a dia e buscar por recursos porque, todos sabem, quando o Congresso quer, dá um jeito.

Mas, a política atual – há exceções – é um tal de: se o governo não é alinhado a mim, vamos só falar mal, sem perder tempo com solução, esperando que o aliado seja eleito para, enfim, tudo funcionar magicamente. Uma utopia, como já se viu por aí.