A oposição se dividiu na corrida pelo Governo da Paraíba, mas os discursos de lideranças mostram que, talvez, não tenha sido um bom negócio, pelo menos para alguns. A pergunta que deve ser feita é: como o eleitor vai se portar? Vai fazer uma divisão própria ou “ratear” os votos de casa. Em eleição proporcional pode até funcionar, já para governador…
O grupo, que esteve unido até o primeiro semestre de 2025, tem como representantes na corrida o senador Efraim Filho (PL) e o ex-prefeito da Capital Cicero Lucena (MDB). O primeiro representa a direita conservadora e o segundo, a centro-esquerda. Só isso, já já se confira um ponto de conflito.
A fala do deputado estadual Hervázio Bezerra, de que estaria confortável em votar em Efraim, em um eventual segundo turno caso Cícero não chegue lá, é um exemplo disso. Ele, de fato, não erra. Mas, os nomes e seus entornos precisam ter em mente quem de fato querem que chegue a esse segundo turno ou até mesmo vença a eleição, porquê não.
O fato é que essas teses disseminadas de que “todos são amigos” ou que “estaremos todos juntos em um segundo turno” passa a sensação de que não estão efetivamente em campos adversários ou brigando (não no sentido literal) para estar lá. No melhor estilo, “tudo em casa”.
Em postagem nas redes sociais, Hervázio esclareceu a fala anterior (confira aqui). Afirmou que defende e trabalha para que Cícero saia vitorioso.
“Diante das interpretações feitas sobre minha última entrevista, reforço o que realmente foi dito: em nenhum momento declarei apoio a Efraim Filho. O que afirmei foi que a eleição para o Governo do Estado tem grandes chances de ser decidida em dois turnos e que um eventual segundo turno representa uma nova disputa”, escreveu na postagem.





