Vice-presidente do PDT na Paraíba, a ex-deputada Rafaela Camaraense recebeu a vereadora do município de Santa Helena, Fabiana Gomes (PDT), que denunciou episódios de violência política de gênero, constrangimento e pressão psicológica no exercício do mandato na Câmara. Ela é a única mulher entre os nove vereadores da Casa.
Elas conversaram sobre violência política de gênero e sobre a importância de mulheres se unirem contra essa prática. “Proponho a união de esforços no combate a esse tipo de violência, que tem a missão de nos afastar da política e dos espaços de liderança”, disse Rafaela.
Fabiana relatou que tem a fala interrompida durante sessões legislativas e afirmou sofrer episódios de ironia, deboche e tentativas de descredibilização de seus posicionamentos políticos.
Denunciou ainda a circulação de recortes de falas, insinuações e conteúdos produzidos para ridicularizar sua imagem em grupos de WhatsApp. Segundo ela, as situações enfrentadas provocaram abalo emocional e levaram à decisão de adotar medidas jurídicas.
Durante o encontro, Rafaela Camaraense manifestou apoio à vereadora e defendeu a união entre mulheres para combater a violência política de gênero. “Conte comigo. Estaremos juntas defendendo a participação da mulher na política, defendendo a participação da mulher em qualquer posto de liderança que ela queira ocupar”, disse.
Fabiana Gomes agradeceu o apoio e afirmou que continuará exercendo o mandato. “Agradeço o apoio e quero dizer a todos os meus munícipes que eu não vou me calar. Junto com mulheres fortes como você, a gente vai continuar lutando por uma política solidária e, principalmente, sem preconceito, com mais respeito”, afirmou a vereadora.
Números no país – O Observatório da Violência Política e Eleitoral, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, identificou 455 casos de violência contra lideranças políticas no Brasil entre janeiro e setembro de 2024. O levantamento aponta que a Paraíba registrou 12 ocorrências no período.
Dados do Instituto Alziras mostram ainda que 55% das vítimas de violência política de gênero no país são vereadoras e que 40% dos casos acontecem no ambiente digital, por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.





