Há tempos os sinais de que os senadores Efraim Filho (União Brasil) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) não caminhariam juntos, nas eleições de 2026, são claros. É até possível dizer que esse “match” nunca existiu.
Primeiro, Efraim sempre se valeu do fato de que Veneziano não o apoiou para o Senado, em 2022. Mas, encabeçando uma chapa ao governo, coligado com o PT, e com Ricardo Coutinho também concorrendo, o emedebista não tinha outra alternativa.
Segundo, por mais que não cite nomes, o fato de Efraim estar no União Brasil, com cargos no Governo Lula, colher os louros da gestão federal, mas sem dar os devidos créditos, incomodou e incomoda Veneziano.
Terceiro ponto, e ao que parece foi determinante para sepultar de vez uma possibilidade de aliança, foi o fato de Efraim, pré-candidato ao governo, receber as bençãos direta do bolsonarismo, através da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em uma chapa cujo nome ao Senado é o do presidente do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga.
Agora, os dois têm em comum a disputa sobre quem ficará com o apoio o grupo Cunha Lima, no primeiro turno. A família já declarou apoio ao projeto de reeleição de Veneziano que, lulista de carteirinha, se viu em busca sua própria chapa com a divisão das oposições.
Com dois adversários de peso na base governista – o governador João Azevêdo e o prefeito Nabor Wanderley -, Veneziano corre para convencer Cícero Lucena a entrar no MDB e disputar o governo.
Também trabalha para manter ao seu lado o grupo Cunha Lima – Cássio, Pedro e Bruno, e de que quebra Romero Rodrigues. Pode cobrar o favor de 2022, quando não apoiou João no segundo turno, mesmo com Lula de lado e seguiu a direita, também abriu mão de oposição histórica em Campina Grande. Corri riscos.
Já Efraim também poderia cobrar o mesmo apoio mas, lembrando que o senador deixou a base do governo e Pedro abriu as portas da chapa para uma composição.




