Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento anunciaram, nesta quinta-feira (22), um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento deste ano. O detalhamento de quais ministérios serão atingidos será divulgado até o fim deste mês.
O governo também anunciou aumento no Imposto Sobre Operação Financeira (IOF), que é um tributo federal cobrado sobre uma série de operações que envolvem dinheiro, a exemplo de compra de moeda estrangeira e empréstimos (como crédito pessoal ou financiamento).
Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) apresentaram o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do segundo bimestre.
Segundo eles, o bloqueio será feito nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Essas despesas envolvem investimentos e custeio da máquina pública.
Entre os gastos de custeio, estão: serviços de apoio, tecnologia da informação, energia elétrica e água, locação de bens móveis, diárias e passagens e serviços de comunicações.
Para calcular a necessidade de bloqueio no Orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas para este ano.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, explicou que os gastos com a Previdência superaram as previsões e foram um dos principais fatores para o congelamento.




