O Progressistas que conversa bem com o Republicanos que se entende com o União Brasil e que não anda ao lado do PP, pelo menos na Paraíba. Esse seria o retrato, diria desafiador, de uma possível federação entre essas três legendas.
Os caciques de cima começam a enxergar que divisões internas tornam praticamente impossível essa ‘super federação’. E esse desengano não é exclusividade do PP, Republicanos e Progressistas.
A união entre PT, PCdoB e PV, que todos diriam ser sucesso garantido, se mostrou frágil pelo menos no estado. Em Brasília, fala-se que não deve ser renovada.
Essas particularidades nos estados, em geral, se devem, em muito, ao fato de que as direções nacionais, ao longo dos anos, têm fechado os olhos à atuação dos comandos estaduais em relação à formação de alianças, onde muitas vezes prevalece o “vale tudo” para ganhar e não importa com quem.
Ainda há o fato de que o ‘P’ de partido agora é ‘P’ de político, que cultiva projetos pessoais e não do todo. Claro, existem exceções, poucas.
Alguns devem sentir falta da chamada “Verticalização”, que podia não ser a melhor solução, mas em tese era sinônimo de coerência. Não funcionou porque as direções nacionais não conversavam com as estaduais. Se tivessem agido como partidos lá atrás não estariam partidos hoje.
Verticalização significa que se uma determinada coligação for adotada em âmbito nacional, esta coligação se torna obrigatória para as circunscrições estaduais e municipais. A regra da verticalização foi adotada até 2006.
Voltando às federações, que deveriam servir para unir os iguais, ajudando os nanicos, se transformaram em busca por poder. Quanto maiores somos, mais votos no Congresso, mais moeda de troca, de emendas a cargos. Ai, voltamos aos projetos pessoais. Muitos se empoderam e os partidos que lutem.




