Tarcísio de Freitas incomoda o bolsonarismo e enfrenta fogo amigo por colocar nome para jogo

A fuga de Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa em segundo turno pela presidência da República, deixou a direita bolsonarista sem comando. Os que se apresentam já enfrentam o “fogo amigo”. Em vídeo postado nas redes sociais, o ex-ministro Gilson Machado mandou recado: “não existe a direita sem Jair Messias Bolsonaro”.

Ele não cita nomes, mas nem precisa. O recado tem endereço certo, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, em entrevista, já se colocou à disposição para liderar a direita em 2030. Nos bastidores, já arregimenta o próprio exército já que é tido como moderado.

Após a derrota de Flávio, a pergunta que muitas lideranças se fez foi: “e se tivesse sido o Tarcísio a disputar…”.

O discurso de Gibson Machado também reforça o que já é sabido: os votos são de Jair não de Flávio. Com a ida do senador para os Estados Unidos, abriu-se uma janela de oportunidade para que a direita na essência retome o controle desse campo político e deixe o bolsonarismo à parte.

Tarcísio era o nome até melhor posicionado nas pesquisas, tinha mais chance de aglutinar forças, mas foi preterido por Jair, que escolheu o filho. Com mais essa derrota do bolsonarismo, 2030 é favorável para o republicano.

O fato é que o bolsonarismo chegou a um teto e o fato de só priorizar quem tem o sobrenome já mostrou que não vai avançar. A direita já entendeu o recado e parece não querer dar outro passo errado.

Não custa lembrar que não foi Tarcísio de Freitas que largou a mão da direita bolsonarista para fugir do Brasil.

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