Em meio a uma polarização sem precedentes, uma possível brincadeira pode levar à consequências políticas. O caso do bóton de Flávio Bolsonaro na camisa de Vital Costa, secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico do estado, governado por Lucas Ribeiro (PP), reeleito com apoio do PT e de Lula, ilustra bem.
Vital garante que foi uma “brincadeira” de amigo, e que vota no presidente Lula. Mas, já dizia minha mãe: brincadeira tem dia e hora. Em pleno segundo turno, em que Lula e Flávio disputam voto a voto, não seria uma dessas horas. Sem falar no engajamento total e pessoal de Lucas na campanha à reeleição de Lula.
Claro, cada um pode votar em quem quiser. O voto é livre, mas até manifestações políticas públicas precisam de boa dose de bom senso já que não falta quem faça o print e repasse a conversa igual aquela brincadeira do fio de telefone.
Resultado: Vital precisou vir a público se explicar com uma ‘Carta aos Paraibanos”.
Confira trechos da carta:

“Minha trajetória pública sempre foi pautada pela coerência, lealdade e compromisso político. Como faço parte de uma gestão exitosa liderada pelo governador @lucasribeiropb, jamais poderia ir de encontro a sua orientação política em qualquer processo eleitoral.
O episódio envolvendo um bóton de campanha, colocado em mim por outra pessoa em um momento de descontração, não representa meu posicionamento. Minha atuação política e os resultados das urnas em Araruna refletem o alinhamento que mantenho com o governador Lucas e as candidaturas por ele apoiadas.
Reafirmo meu respeito ao governador e meu compromisso com o nosso projeto politico, pautado pela lealdade, pelo diálogo e pela transparência.”