Em pronunciamento na tribuna, nesta terça-feira (13), a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) criticou a polarização no país e defendeu que a população avalie com atenção as propostas e a atuação dos candidatos.
Para a progressista, que encerra o mandato em fevereiro de 2027, as divergências não devem impedir o diálogo nem comprometer a análise sobre os rumos do país. Ela declarou voto no presidente Lula, neste segundo turno.
“Que possamos sair da polarização que tanto fez mal e tem feito ao nosso país. Que pensemos com esse espírito crítico, esse espírito de cidadão e de cidadã. Político de estimação ninguém merece”, afirmou.
E mais: “Lamento muito, inclusive, essa demonização do PT dentro das igrejas, porque não existe nenhum dos dois perfeitos. Não existe. Nem Bolsonaro, Flávio, é para ser idolatrado, nem Lula. Porque para quem crê como eu e como nós que professamos a fé evangélica, cristã, só há um para receber o nosso louvor e a nossa adoração, que é o Deus que a gente crê, o Deus único e verdadeiro”.
Também explicou a decisão de não disputar a reeleição ao Senado. Daniella disse que optou por apoiar a candidatura à reeleição do filho, Lucas Ribeiro (PP), reeleito governador da Paraíba no primeiro turno das eleições de outubro.
Lucas assumiu o cargo em abril deste ano, após a renúncia de João Azevêdo (PSB), que deixou o governo para disputar uma vaga no Senado, agora eleito. Havia um acordo na base governista da Paraíba de que não haveria dois ‘Ribeiro’ disputando cargos na chapa majoritária.
“Muitos escolheriam que o filho ficasse sentado na cadeira e fosse para uma eleição tranquila, mas a Paraíba estava vivendo um momento extraordinário. E isso não sou eu quem está dizendo, são números, são institutos de pesquisa que mostram, não só no orçamento, na questão fiscal, no desenvolvimento. E aí eu tive que fazer uma escolha: ou a Daniella estar aqui no Senado, com tantos programas bons e projetos, ou o Lucas seguir e ir para essa eleição, e eu me retirei do processo eleitoral”, declarou.
Com informações da Agência Senado