Será que a derrota do deputado federal Romero Rodrigues se deve realmente ao prefeito de Campina Grande? O prefeito Bruno Cunha Lima poderia ter se esforçado mais para eleger o seu principal fiador? Sem dúvida.
Mas, é preciso fazer conta. Campina tem 303 mil eleitores, contando que todos decidam ir às urnas, ainda assim não daria para eleger todas os deputados que se dizem representantes da cidade.
E aqui eu cito além de Romero, Aguinaldo Ribeiro, Damião Feliciano, Jhonny Bezerra, Murilo Galdino.
Prefeito, sozinho, não elege deputado, nem que quisesse. Pode fazer a diferença, mas é diferente.
Segundo, não dá para subestimar outras forças políticas, outros nomes. Campina não tem muro.
E sem falar no partido de Romero, o Podemos, que não tinha cauda, ou seja, voto suficiente porque só lembram do de engrossar o caldo às véspera das eleições. Isso vale para os demais.
Apostar apenas na ‘Campinadependência’ não é estratégico. E isso não é desmerecer Campina, porque os eleitos sempre serão de lá, mas entender que eleição para deputado vai além de se fechar em uma cidade porque para quem costuma esquecer, a Paraíba tem 223 municípios.
Romero apostou apenas em Campina, como se a cidade estivesse sempre em divida eleitoral, cuja caderneta continua com débito, no vermelho. E não é assim que a matemática funciona. Certamente, ele sabe bem disso.
E, não menos importante: falta a Romero posicionamento político, firme. Há quem se pergunte até quando o político se mostrará “em cima do muro”.
Romero obteve 114.573 votos em 2022 e, no último domingo (4), 96.445 votos. A queda pode parecer pequena, mas é significativa.
Agora, se vamos falar sobre o desempenho de Bruno enquanto liderança política, é tema para outro post.