Brasil registra US$ 37,9 bilhões em investimento estrangeiro entre janeiro e maio de 2026

O Brasil atraiu US$ 37,9 bilhões em investimento direto estrangeiro (IDP) entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Banco Central. O resultado mantém o país entre os principais destinos mundiais para esse tipo de capital. Em 2025, o volume anual chegou a US$ 76,9 bilhões, de acordo com a série comparável da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

O cenário foi destacado pelo presidente nacional do Sebrae, Rodrigo Soares, que ressaltou a capacidade do Brasil de atrair investimentos e defendeu que parte desse capital seja convertida em oportunidades para os pequenos negócios.

“Nosso país permanece entre os principais destinos mundiais de investimento direto estrangeiro. No ano passado foram quase 77 bilhões de dólares e o Banco Central registrou já neste ano quase 40 bilhões de dólares de acumulado de janeiro a maio de investimentos diretos estrangeiros”, afirmou.

Na avaliação apresentada pelo dirigente, o desafio não está apenas na entrada de recursos no país, mas em criar mecanismos para que os investimentos gerem efeitos sobre a economia local, especialmente para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

“Para todos nós no Sebrae, a questão estratégica é atrair capital e também, principalmente, converter este capital em demanda, inovação, financiamento e sobretudo desenvolvimento de fornecedores para microempresários individuais, para microempresas e empresas de pequeno porte”, declarou.

Rodrigo Soares também citou o cenário da política monetária brasileira. Segundo ele, a redução da taxa básica de juros, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, sinaliza um ambiente de maior confiança para os empreendedores.

A Selic chegou a 13,75% ao ano após o quinto corte consecutivo mencionado pelo presidente do Sebrae. Para Rodrigo, os indicadores positivos da economia podem contribuir para ampliar as condições de atuação dos empreendedores brasileiros.

Ao defender uma maior conexão entre os investimentos e os pequenos negócios, o dirigente destacou áreas como inovação, financiamento e desenvolvimento de fornecedores como caminhos para ampliar os efeitos da entrada de capital na economia.

“Vamos juntos cada vez mais trabalhar para gerar renda digna e cidadania no nosso país”, concluiu.

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