Defesa alega prejuízo à coligação em recurso ao TSE para manter Janine Lucena na disputa

A defesa de Janine Lucena (PSD), primeira suplente do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral da decisão da Corte eleitoral paraibana que indeferiu sua candidatura, a pedido do Ministério Público, por elo com facções criminosas.

Segundo a Coligação ‘Juntos Para Paraíba Dar o Próximo Passo’, encabeçada pelo ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), o “indeferimento do registro de Janine desestrutura a composição da chapa registrada pela Coligação [Veneziano senador, Janine primeira suplente e Paulo Rebelo segundo suplente], comprometendo a estratégia eleitoral definida em convenção e o direito dos partidos coligados de apresentarem nominata completa ao eleitorado”.

Os advogados alegam a inexistência de provas que liguem Janine Lucena, que é ex-secretária de Saúde da Capital, ao crime organizado, principal argumento usado pelo Ministério Público Eleitoral na Ação de Impugnação do registro de candidatura.

“O Ministério Público Eleitoral limitou-se a apresentar trechos recortados e descontextualizados de mensagens transcritas em relatórios policiais unilaterais, omitindo o espelhamento forense integral, os relatórios de extração física e os metadados necessários à conferência da integridade da cadeia de custódia”, diz trecho da defesa apresentada no recurso ao TSE.

E continua: “Em todo o caderno processual, não foi apresentada uma única linha, um único indício probatório ou qualquer alegação fática de que a facção Nova Okaida tenha promovido intimidação armada, controle de currais eleitorais, cooptação ilícita ou qualquer interferência na campanha eleitoral da candidata no pleito de 2026”. 

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