Efraim vende discurso de 2º turno embalado por uma tabelinha com Cícero que já tem efeitos práticos

Desde o último final de semana, o senador Efraim Filho, candidato do PL na disputa pelo Governo da Paraíba, vende a narrativa de que estará no segundo turno, embalado pelos resultados das últimas pesquisas eleitorais.

Já é possível dizer, com base nessas pesquisas, que a tabelinha nos debates entre ele e o ex-prefeito Cícero Lucena, do MDB, surtiu efeito previsto nos bastidores e até por aliados: de um anular o outro. Já está acontecendo. Façam suas análises ou apostas.

A minha tese é de que esse bate-bola informal, para Efraim, passou a ser proposital, ele quer estar no segundo turno e aproveita os passes de Cícero para marcar gol junto a seu eleitorado. Para Cícero, é oportuno, um meio de atingir o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro, com quem duelou lá atrás para ser o nome da base governista. Mas, nesse caso, não tem surtido efeito esperado pelo emedebista.

Lucas não só tem crescido nas pesquisas, como se distanciado dos dois. E Efraim, veja, já está no cangote de Cícero.

Essa tabelinha não é novidade e setores da  oposição deveriam ter aprendido a lição. Lembram da disputa pela Prefeitura de João Pessoa em 2024, quando a “amizade” colocou no segundo turno o azarão Marcelo Queiroga, deixando para trás um ex-prefeito por dois mandatos, Luciano Cartaxo, e outro nome já conhecido na disputa, Ruy Carneiro, que tem batido na trave.

Voltando à análise que fiz acima não custa lembrar  que Efraim é aquele que, mesmo perdendo, ganha, já que tem mais quatro anos de mandato no Senado. Chegar ao segundo turno pode lhe conferir mais capital político para 2030.

Já Cícero, que abriu mão da Prefeitura de João Pessoa, caso chegue ao segundo turno mantém prestígio, ganhando a eleição então, vence o discurso de melhor nome, mas se perder, só terá nova chance em 2030 e, convenhamos, sem mandato, sem moeda de troca.

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