Câmara de JP inicia 2026 com duas bancadas e uma em formação

A Câmara Municipal de João Pessoa inicia os trabalhos legislativos de 2026, nesta quinta-feira (5), com três bancadas: a de oposição – um pouco maior em relação a 2025 – a do prefeito Cícero Lucena e uma em formação, que é a do futuro prefeito Leo Bezerra, prestes a assumir o comando da cidade em abril.

A oposição ainda espera pelos “independentes”, que parecem agora estar em maior número. O fenômeno foi provocado pela saída do prefeito da base do governador João Azevêdo e do vice Lucas Ribeiro, que busca permanecer à frente do estado.

Esses parlamentares são de partidos da base governista, mas que também integravam (ou integram) a base cicerista, leia-se PP e Republicanos. Não querem largar “os ossos”. Uma hora vão ter que verbalizar um caminho.

A chegada de Leo ao posto mais alto da Prefeitura de João Pessoa deve provocar uma reorganização nas bancadas. Ou seja, ele pode ter vereadores que o apoiam, mas que não votarão em Cícero Lucena. Os dois são aliados. Como vai funcionar? Só se saberá no dia a dia.

E Leo não poderá fazer “exigências” a princípio já que depende do cenário de outubro: Cícero vencendo é um, Cícero perdendo, outro completamente diferente. Bezerra terá quase três anos de mandato pela frente e com direito à reeleição. Precisa pensar bem sua estratégia.

No mais, 2026 será um desafio e tanto para a Casa de Napoleão Laureano já que a eleição é estadual, mas e o conflito de interesses será inevitável devido a entrada de Cícero na disputa.

Agora, João Pessoa se encaminha para 1 milhão de habitantes e carece de discussão. Questões como mobilidade urbana e saúde deveriam ser a prioridade, não uma disputa estadual. Sem falar na questão da Leo do Gabarito, que ficou pendente de 2025 e é tão importante quanto.

O eleitor deve ficar atento para não ser envolvido em discussões rasas, que só interessam aos políticos e não, a cidade.