Em seu primeiro ato público após anunciar candidatura à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que pode não levar a pré-candidatura ao Planalto até o fim, mas disse que “tem um preço” para desistir.
“Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho um preço para não ir até o fim”, disse neste domingo (7) após participar de um culto em Brasília.
O senador indicou que o preço a ser pago seria a aprovação da anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado, o que livraria Jair Bolsonaro. O ex-presidente está preso, em Brasília, após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista.
Mas, a pergunta que não quer calar é: quem garante que Flávio Bolsonaro vai cumprir a palavra? E outra: essa barganha é referente a ele apenas ou à direita conservadora bolsonarista como um todo? Não há garantias.
Quando perguntado pela imprensa se o perdão aos crimes pela trama golpista seria razão para desistir, Flávio reconheceu: “Está quente, está perto – afirmou – Preço esse eu vou ficar pensando. Hoje, vamos debater na imprensa”.
Flávio disse esperar que o projeto da anistia seja pautado nesta semana.
“Espero que os presidentes da Câmara [Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba] e do Senado [Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá] cumpram aquilo que eles prometeram para nós quando eram candidatos ainda, de que pautariam a anistia”, afirmou.
Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (6) apontou que só 8% dos eleitores consideram Flávio Bolsonaro o nome que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria apoiar na disputa presidencial de 2026.
A preferência permanece concentrada na ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, citada por 22%, e no governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), lembrado por 20%.
O senador disse que se reunirá com presidentes de partidos do Centrão nesta segunda-feira para tratar da sua pré-candidatura.
Ele citou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), e o líder do PL no Senado, Rogério Marinho (RN). Na próxima terça-feira (9), ele afirmou que pretende visitar novamente o ex-presidente, quando deve falar sobre o resultado das conversas.




