Para Veneziano, “dinheiro” é adversário; mas, quem tem emenda à mão larga na frente

Em entrevista ao Podcast ‘A Tal da Política’, o senador Veneziano Vital do Rêgo, que comanda o MDB na Paraíba, afirmou que o “dinheiro” seria seu principal adversário nas eleições do próximo ano. Ele é pré-candidato à reeleição.

Sem entrar no mérito da discussão, em relação ao uso sugestivo do “dinheiro”, Veneziano conta, assim como todos os parlamentares federais que estão no mandato, e que já sinalizaram estar na disputa em 2026, com um “cabo eleitoral”, ou melhor, um “fundão eleitoral” fixo, imbatível: as emendas parlamentares.

Um orçamento anual individual de, no mínimo, R$ 72,5 milhões. Ou seja, se o dinheiro é adversário, as emendas parlamentares são o quê? Afora, outros tipos de recursos disponíveis para serem direcionados às suas bases eleitorais.

Sem falar que o fundo eleitoral, que será de quase R$ 5 bilhões para 2026, a que os candidatos têm acesso, beneficia os que têm mandato e prestígio junto à direções nacionais dos partidos. A divisão passa bem longe de ser democrática. Não à toa, é uma das principais queixas em período eleitoral.