A Federação Rede-PSOL na Paraíba deve se reunir ainda este mês para iniciar as discussões sobre as eleições estaduais do próximo ano. A informação é do vice-presidente do agrupamento, Tarcio Teixeira.
Em postagem nas redes sociais, na semana passada, Tárcio chamou a discussão sobre a possibilidade de uma candidatura da esquerda propriamente dita, seja do PSOL, PT ou de outro partido do campo popular.
“Estava agendada uma reunião, para a semana passada, com a participação do presidente do PSOL, do porta-voz da Rede e da presidente da Federação, mas foi preciso desmarcar devido a choque de agenda. Deve acontecer ainda em novembro para ter os debates debates iniciais sobre o processo eleitoral”, disse em conversa com o BLOG, nesta segunda-feira (3).
Disse que não fala em nome da federação e do PSOL – o presidente é Vitor Hugo -, mas como dirigente afirmou que há um acordo dentro da direção do partido de que não é viável um alinhamento com os grupos que têm nomes postos. Ele voltou a defender a apresentação de um nome que represente o campo popular.
Em 2024, o PSOL apoiou o PT com Luciano Cartaxo e Tárcio foi um dos que alertou para o peso da direita bolsonarista, que tinha como candidato o ex-ministro Marcelo Queiroga. Acertou na análise. Indo de encontro a todas as bolsas de aposta, Queiroga chegou ao segundo turno contra Cícero Lucena.
E fez nova análise: “Na Paraíba, não vejo esse risco para o governo do estado, no próximo ano. Vai ter bastante voto ai da extrema direita, mas não vejo possibilidade de vitória. As candidaturas de Efraim [Filho] e de Pedro [Cunha Lima] não são para ganhar, mas para fazer um debate e tentar eleger deputados deles. Isso nos deixa bem colocados apresentar uma candidatura de esquerda, fazer um contraponto eficaz e garantir essa unidade.
Sobre a federação, que precisará ser renovada em 2026, as direções nacionais já iniciaram as tratativas e, ao que parece, será mantida. Tárcio acredita que os dois partidos permanecerão unidos e que, na Paraíba, não há tendência de oposição.




