Com a repercussão negativa da PEC da Blindagem, “nasceu” uma legião de “arrependidos”, incluindo líderes partidários que votaram no colegiado de líderes para que o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, pautasse a proposta.
Também não adianta dizer que não conheciam o teor da PEC porque seria um atestado de que as coisas são votadas “de bolo”. Um dos que votou a favor na Paraíba, o deputado Gervásio Maia Filho chegou a dizer em entrevista que sabia que o teor era indigesto, mas que apenas seguiu o líder do PSB, Pedro Campos, hoje, um dos “arrependidos”.
Nas redes sociais, parlamentares do PSB, União Brasil, Progressistas e até do PL tentaram se explicar e dizer que, agora, deveriam ter sido mais fortes e não ter votado favorável. É luta!
O curioso é que os parlamentares cada vez menos seguem seus líderes no Congresso. Então, porque agora, na votação dessa PEC das Prerrogativas, que mais parece um Código Penal próprio, decidiram seguir o comando?
Se todos os deputados tivessem seguido seus líderes, a votação teria sido outra. Partidos, a exemplo do PT e MDB, que indicaram ‘Não’, assistiram seus comandados seguirem por caminhos diferentes.
Gervásio disse não se arrepender, mas usou como justificativa para o voto o fato de que ficaria isolado, perderia espaços conquistados na Câmara e etc e tal. Será que perderia mesmo? Certamente, ele e outros nove deputados federais paraibanos, favoráveis à proposta, terão muito o que explicar aos seus eleitores.
Dito isso, os “arrependidos” jogaram a batata quente para o Senado, que já deu sinais, através dos líderes partidários, de que a PEC não passará, pelo menos não com essa blindagem “ampla, geral, irrestrita e secreta”.




