Hugo x Lula, ricos x pobres e um país que precisa avançar

O presidente Lula negou rompimento com o Congresso, leia-se com o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB). Por outro lado, o presidente da Câmara garante que a relação é de diálogo com o Planalto e sugeriu que discordâncias são naturais.

Mas, não adianta apenas botar panos quentes, é preciso mostrar que querem fazer essa relação funcionar, sem provocações, sem invasão de competências ou medição de poder. Um precisa do outro para funcionar. Ou não?

O fato é que a relação azedou e está longe de ser consertada já que há uma clara queda de confiança do Executivo para com o Legislativo, que reclama de Lula, mas quer “governar” mais do que o próprio governo, que o diga o orçamento quase trilionário só de emendas parlamentares. Não têm do que reclamar.

Tudo começou com a derrubada dos vetos de Lula, instigada por Hugo, a trechos de projeto, cujo objetivo inicial era o de estimular a geração de energia eólica gerada em alto-mar, mas que foi “desvirtuado” pelo Congresso. Com s retomada da proposta original aprovada pelos parlamentares, pode elevar conta de luz em R$ 197 bilhões.

Ao mesmo, o discurso de corte de gastos caiu por terra com o aumento do número de deputados e ainda um projeto que beira o absurdo de que parlamentar aposentado pode acumular os benefícios com os salários no exército do mandato. Como fica o discurso de corte de gastos? No limbo.

O discurso de “ricos x pobres” pareceu ser o caminho encontrado pelo governo e incomodou o Congresso. Mas, a relação desandou quando, mesmo com acordo selado entre s equipe econômica do Governo, Hugo Motta, pautou a urgência e a derrubada do projeto que aumentava a alíquota do IOF.

Lula reagiu e acionou o Supremo Tribunal Federal alegando que precisa de governabilidade.

A hashtag #hugotraidor e o bordão “Hugo não se importa” atingiu em cheio. Mas nem isso, nem a crise instalada, impediu o presidente de Câmara de ir a um jantar com empresários na casa do ex-governador de São Paulo João Doria, que o chamou de “herói do Brasil”. Mas, herói de quem mesmo? Eis a questão.

Por último, um vídeo feito a partir de Inteligência Artificial, com uma paródia sobre o jantar, tirou Hugo de tempo. Saiu em defesa do paraibano, a ministra Gleisi Hoffmann em uma tentativa de apaziguar os ânimos. Se é que isso é possível.