Tribunal de Justiça libera obras do Parque da Cidade na Capital

As obras do Parque da Cidade, paralisadas desde dezembro de 2024, estão liberadas para prosseguir após decisão do desembargador José Ricardo Porto, do Tribunal de Justiça da Paraíba, nesta sexta-feira (23).

O magistrado negou seguimento ao recurso movido pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas, que questionava a viabilidade ambiental do projeto em desenvolvimento no antigo Aeroclube da Paraíba, na região do Bessa.

O processo judicial provocou a suspensão das atividades de construção sob alegação de ausência de documentos necessários, porém, a nova decisão reafirma que o empreendimento passou pelas devidas análises dos órgãos ambientais e obteve parecer favorável em todos.

No despacho, o desembargador destaca que não foram apresentados indícios suficientes para justificar a concessão de uma nova medida liminar, apontando a falta de “probabilidade do direito alegado”.

O magistrado seguiu integralmente parecer com a manifestação do Ministério Público da Paraíba, que validou a continuidade do projeto com base em critérios ambientais.

A decisão foi comemorada pelo prefeito Cícero Lucena, que está em missão oficial na Europa. “Essa decisão é a confirmação do que estamos afirmando desde o primeiro momento dessa obra, que tem seguido com rigor, não apenas a legislação ambiental, mas com o respeito que o meio ambiente e a população de João Pessoa merecem. Fico muito feliz que essa importante obra vai ter continuidade para o bem de toda a nossa cidade”, afirmou.

“A decisão representa a certeza do trabalho sério que a Prefeitura de João Pessoa tem realizado, com compromisso com o meio ambiente e desenvolvimento sustentável da cidade. Todo o licenciamento ambiental percorreu a tramitação que a legislação exige e a decisão representa exatamente essa conformidade ambiental pela sustentabilidade das obras”, destacou o secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira.

Segundo ele, a previsão é que, até o final de 2026, a obra será entregue à população. A primeira interrupção devido à ações judiciais foi em junho do ano passado. Em novembro, chegaram a ser liberadas para serem embargadas mais uma vez, até agora.

O secretário de Infraestrutura, Rubens Falcão, também comentou a permissão para retomar a obra e indicou os próximos passos do empreendimento. “Já entramos em contato com o consórcio. Segunda-feira, eles já apresentarão um cronograma de retomada. Iremos apresentar esse cronograma para apreciação do prefeito Cícero Lucena e do vice-prefeito Leo Bezerra”, ressaltou.

Ele complementou: “Solicitamos que seja apresentado um cronograma tentando recuperar o tempo que a obra esteve embargada. Inicialmente, a obra estava prevista para ser executada nos anos de 2024, 2025 e 2026. Esperamos poder recuperar esse tempo perdido. Vamos tentar abrir mais frentes de serviço para que a gente possa buscar essa data de dezembro de 2026”, explicou.

A obra inicialmente está orçada em quase R$ 130 milhões. Com mais de um ano parada, pode ser necessário um reajuste nesse valor.