Procurado pelo BLOG, o presidente do Tribunal de Contas da Paraíba, conselheiro Nominando Diniz, afirmou que vai investigar a questão das exonerações dos contratados por excepcional interesse público pelo prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima.
Nominando explicou que no decorrer da investigação, o gestor terá a oportunidade de explicar melhor o processo.
A denúncia foi protocolada por vereadores da bancada de oposição nesta segunda-feira (2). Eles se reuniram com o presidente da Corte de Contas em busca de esclarecimentos sobre a medida anunciada pelo prefeito, em portarias publicadas no final de semana.
Os vereadores questionam as exonerações, retroativas a 1º de setembro, além do fato de Bruno ter dito que na Prefeitura existem os que efetivamente trabalham, e que estes irão receber o pageantries do mês a título de indenização. A pergunta é: a Prefeitura estaria pagando a quem não trabalha?
Outra questão abordada pelos vereadores é o fato de o prefeito ter dito que as pessoas poderiam voltar ao trabalho, estando exoneradas.
Participaram os vereadores Pimentel Filho, Jô Oliveira, Eva Gouveia, Rostand Paraiba.
Renunciar ao cargo ele não quer.
Pegou mal a demissão em grosso de funcionários da Prefeitura de Campina Grande por Bruno Cunha Lima.
Está querendo fazer na cousa publica o que se faz na privada!!!
Imaginem uma firma privada, assim de uma tacada só, demitir 8.000 funcionários, acredito que no Nordeste brasileiro não se tem notícia de uma patuscada dessas.
Porém, isto acaba de acontecer na Prefeitura de Campina Grande. Qual a justificativa para este desatino?
Exemplo, se havia excesso de funcionários, por que o senhor Prefeito Bruno Cunha Lima não vinha promovendo ajustes desde a sua posse em janeiro de 2021?
Como a Prefeitura irá operar sem esse contingente? Haverá novas contratações?
Calculem a despesa com direitos trabalhistas gerados pela tempestiva demissão além dos transtornos com o entra e sai de servidores somado ao desespero dos demitidos sem justa causa..
Portanto, só existe uma explicação para este ato coronelesco: usar a prefeitura em causa própria como instrumento de campanha eleitoral, haja vista a proximidade com a nova eleição.
Mas, tudo indica que o tiro saiu pela culatra e o senhor Bruno com este ato ditatorial acaba de perder a eleição antecipadamente!
O TCE-PB não faz mais do que cumprir o seu dever ao investigar este ato de gestão temerária!