Bayeux, rica em recursos e pobre em administração

A cidade de Bayeux vive seu inferno astral: problemas que se acumulam, gestão precária e uma população que não sabe a quem recorrer. Esse “novo normal” às avessas no município da Região Metropolitana de João Pessoa teve início em dezembro de 2017 quando o então prefeito Berg Lima foi flagrado supostamente recebendo propina em um restaurante.

Berg foi afastado, preso por quatro, absolvido de um primeiro pedido de cassação pela Câmara Municipal, mas mantido fora do cargo pelo Tribunal de Justiça. De lá para cá, parece que tudo desandou.

O vice-prefeito de Bayeux, Luiz Antônio (PSDB), assumiu, mas teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em 2018. Subiu ao posto o presidente da Câmara, vereador Jefferson Kita.

É aí que entra a atual prefeita Luciene Andrade. Em 2020, ano de eleições municipais, enquanto vereadora, articulou e conseguiu aprovar novo pedido de cassação de Berg Lima, que continuava afastado.

Com isso, a Justiça determinou a realização de uma eleição indireta pela Câmara em agosto de 2020. Luciene venceu para um mandato tampão, sendo reeleita ainda em 2020.

Mas, o fato é que a administração da prefeita tem deixado a desejar. Como bem diz o ditado popular: enterraram uma cabeça de burro na cidade, com todo o respeito ao animal.

Também é possível afirmar que a cidade não tem oposição. Só aparece às vésperas da eleição. E os vereadores governistas parecem viver fora da realidade da população que os elegeu.

Bayeux é o quarto maior colégio eleitoral da Paraíba e é o sétimo maior PIB do estado. É uma cidade rica, o que nos leva a crer que: ou o dinheiro é mal administrado ou está escorrendo para o ralo de alguém.

A cidade, cuja entrada é o cartão postal da Paraíba, seja por ar ou por ter terra, não faz jus a importância que tem dentro do estado. Os problemas só se acumulam no município, seja em áreas críticas como saúde e educação, seja na mobilidade urbana, mas a prefeita resolveu sumir.

É de se esperar que a prefeita Luciene Andrade não apareça também no período eleitoral e que o eleitor enxergue menos política e mais gestão quando for às umas em 2024. Bayeux merece mais.

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