Está prevista para esta quinta-feira (5), uma reunião da bancada eleita pelo PL na Paraíba para a Assembleia Legislativa. A pauta, a princípio, é a eleição para o primeiro biênio da Mesa Diretora da Casa, que acontecerá em fevereiro do próximo ano junto com a posse dos parlamentares. Mas, a pergunta que não quer calar: como manter a unidade da legenda em meio à ebulição interna pela qual passa o partido já claramente dividido e carente de um líder de fato?
Outras questões devem ser postas na roda de conversa: Quem vai liderar o grupo no estado? Quem vai dar o direcionamento no âmbito nacional com a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos? E como conter uma possível debandada provocada pelo divórcio evidente entre a direita e o Bolsonarismo, que seria a ala mais radical?
Ou esse grupo vai ser liderado por um ex-presidente preso, que se comunica através de cartas, ou um senador – só até janeiro no mandato – que deixou o país sem combinar com ninguém?
O vereador de João Pessoa, Carlão pelo Bem, já deu pistas de que pode trocar o PL pelo Republicanos ou PP, partidos do Centrão. No âmbito nacional, ficaram divididos, mas já reconheceram a vitória do presidente Lula. Na Paraíba, essas duas legendas são governo onde o PL é oposição.
O PL terá Walber Virgolino, Nilvan Ferreira, Fábio Lopes, Segundo Domiciano, Deputa Mané Buchada e Sargento Neto sentados na cadeira da ALPB a partir de 2027. Uma bancada própria até considerável, mas em relação a votos não tem tanta força.
Na Paraíba, o PL é presidido pelo senador Efraim Filho. Se quiser manter a unidade do grupo precisa assumir o comando de fato para que não se ver às voltas com o que aconteceu em 2022 e 2024, onde havia muito cacique para pouco índio. Na bancada da Assembleia, já há divisões. Se o objetivo é chegar forte às eleições de 2028, melhor não deixar correr solto.
