As Salas Lilás instaladas nos Institutos de Polícia Científica (IPC) de João Pessoa e Campina Grande ultrapassaram a marca de dois mil atendimentos a mulheres e crianças em situação de violência na Paraíba. Ao todo, as duas unidades somam 2.012 atendimentos desde o início das atividades, demonstrando a procura pelo acolhimento especializado e a importância da rede de proteção às vítimas de violência.
A primeira Sala Lilás foi inaugurada em 21 de março de 2025, em João Pessoa, nas dependências do Instituto de Medicina Legal (IML), unidade vinculada ao IPC/PB. De lá até agosto de 2026, a unidade contabilizou 1.592 atendimentos, sendo 660 em 2025 e 932 entre janeiro e agosto de 2026.
Em Campina Grande, a Sala Lilás foi inaugurada em junho de 2025 e soma 420 atendimentos até agosto de 2026, dos quais 169 foram realizados em 2025 e 251 em 2026. Os registros mensais da unidade campinense começam em agosto de 2025.
As duas unidades integram o programa Antes que Aconteça, idealizado pela senadora Daniella Ribeiro, coordenadora nacional da iniciativa. A proposta é oferecer um ambiente reservado e humanizado para o atendimento de mulheres e crianças vítimas de violência, contribuindo para reduzir a revitimização e facilitar o acesso à rede de proteção.
A expansão também alcançou outros municípios paraibanos, com Salas Lilás implantadas em delegacias da Polícia Civil de Rio Tinto, Pilar, Ingá e Mari, além de São João do Rio do Peixe, no Sertão do estado.
A perspectiva é ampliar a presença das Salas Lilás para 52 municípios ou localidades da Paraíba, fortalecendo o atendimento especialmente em regiões sem Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. A expansão busca aproximar os serviços de acolhimento das mulheres e crianças que precisam de orientação e proteção, articulando diferentes instituições públicas no enfrentamento à violência.
Os números das unidades de João Pessoa e Campina Grande reforçam a importância de ampliar a estrutura de atendimento e aproximar a rede de proteção de quem precisa dela.
