O governador reeleito Lucas Ribeiro poderia ter “lavado as mãos” em relação à eleição presidencial neste segundo turno. Mas, concordem ou não com seu lado político, escolheu o caminho da coerência. Vestiu, literalmente, a camisa do presidente Lula (PT), que busca a reeleição em um país polarizado até as entranhas.
Lucas foi destaque da Globo News, como um dos principais líderes do “Exército de Lula”, ao lado do idealizador do movimento, o deputado federal reeleito André Janones.
Há quem tenha estranhado o empenho do governador paraibano, que foi reeleito com apoio do PT e de Lula, já que seu partido, o Progressistas, decidiu ficar ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL.
Em entrevista ao programa Meio-dia Paraíba (POP FM), respondendo à pergunta do @blogdasonylacerda, Lucas Ribeiro disse ter sido contactado por lideranças do PP para que revisse sua posição. Respondeu ‘não’ e foi além, não se sentiu pressionado nem que passou pela cabeça largar a mão do petista.
Se soltasse, seria criticado até mesmo pela oposição que torcia para que Lucas lavasse as mãos. Hoje, tem o respeito dos dois lados porque a política cobra coerência e posicionamento.

Recebeu reconhecimento público da presidente do PT na Paraíba, a deputada estadual Cida Ramos. Como se o partido estivesse esperando uma saída pela tangente. Assim como o governador, subestimado no início da campanha eleitoral, fez os adversários recalcularem a rota, o PT, nesse caso, reconhece a liderança de quem nem precisava, mas entregou tudo.