As Indicações Geográficas (IGs) têm ganhado espaço como instrumento de valorização de produtos e serviços associados à identidade e às características de determinados territórios. O mecanismo reconhece a relação entre a origem e atributos como qualidade, tradição e modo de produção, além de contribuir para ampliar a visibilidade dos produtos no mercado.
O tema foi destacado pelo presidente nacional do Sebrae, Rodrigo Soares, que ressaltou o potencial das Indicações Geográficas para fortalecer produtores e pequenos negócios. Segundo ele, o reconhecimento também pode contribuir para consolidar a identidade econômica e cultural das regiões onde os produtos são desenvolvidos.
Além da valorização da origem, as IGs podem favorecer a organização coletiva dos produtores e criar condições para que produtos tradicionalmente ligados a determinados territórios alcancem novos consumidores e mercados. O processo também está relacionado à preservação de conhecimentos e práticas produtivas construídos ao longo de gerações.
Nesse contexto, o Sebrae atua junto a produtores e pequenos negócios em diferentes etapas relacionadas às Indicações Geográficas, desde a identificação de produtos e características que podem ser reconhecidos até a estruturação e promoção dos territórios.
A atuação busca ainda estimular a organização dos produtores, fortalecer a identidade territorial e criar novas oportunidades de geração de renda, associando a valorização da produção local ao desenvolvimento econômico sustentável.
Para Rodrigo Soares, o reconhecimento da origem pode representar mais do que uma identificação comercial: trata-se de uma ferramenta para conectar tradição, qualidade e oportunidades de mercado, fortalecendo os negócios que fazem parte da economia dos territórios.