Partido questiona candidatura e situação de André Gadelha na disputa se complica

Situação complicada a de André Gadelha, candidato ao Senado pelo MDB: perdeu a primeira suplente Ivonete Ludgério, que renunciou no último dia 18 para apoiar Nabor Wanderley (Republicanos) e, agora, corre o risco de não disputar as eleições. É que o partido Democracia Cristã pediu, nesta segunda-feira (21), ao Tribunal Superior Eleitoral, a cassação do registro de candidatura do emedebista.

Na petição, assinada pelo presidente da legenda, Sérgio Gama, o DC argumenta que a renúncia de Ivonete ocorreu após o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para a troca de candidaturas devido à renúncias, a não ser em caso de morte.

Em resumo, André não poderia colocar outro suplente e, portanto, sua candidatura não valeria. Resta saber, como o jurídico do candidato fará para sanar essa questão.

“Em sendo assim, a Chapa nº 151 perdeu a sua primeira suplente em momento no qual a substituição já se encontrava vedada por lei, subsistindo, hoje, com um único suplente registrado. Trata-se de prazo decadencial, subtraído à disposição dos particulares, de sorte que requerimento de substituição apresentado a destempo deve ser indeferido”, pondera a defesa do partido.

O ex-prefeito de Sousa entrou na disputa ao Senado através de uma escolha pessoal do senador Veneziano Vital do Rêgo. Depois, não conseguiu convencer até mesmo os colegas de partido. Todos os deputados estaduais do MDB já haviam declarado apoio a Nabor. Além disso, não tem crescido nas pesquisas.

Todas essa questões podem interferir diretamente nas urnas. André Gadelha, que é ex-prefeito de Sousa, pode perder o chamado voto útil, porque como se costuma dizer lá em nós: ninguém quer dar “voto perdido”.

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