O ex-senador Cássio Cunha Lima está de volta à cena política, mas no modo “puxador de votos”. Apesar de não disputar mandatos desde 2018, quando buscou a reeleição para o Senado, ficando em quarto lugar, é inquestionável a capacidade dele de articulação, principalmente nos bastidores.
Dessa vez, colocou a cara pra jogo, ou pro jogo, para “apresentar”, politicamente falando, o filho, Diogo Cunha Lima, candidato a vice na chapa de Cícero Lucena, em um momento em que o ex-prefeito, do ponto de vista eleitoral, ainda não decolou em Campina Grande.
Seria até normal se as aparições de Cássio não ocorressem a cada vez que o “cancão pia”. Foi assim em 2022, quando o outro filho, Pedro Cunha Lima disputou o Governo da Paraíba, chegando ao segundo turno. Cássio teve participação direta na aliança com o adversário histórico, Veneziano Vital do Rêgo.
Agora, é preciso analisar esse movimento. Parece frágil para o grupo Cunha Lima, que vem perdendo tamanho ao longo do caminho, se valer de uma liderança ou duas, três para se garantir em eleições? No mínimo, vale uma discussão interna de grupo.
Há quem diga que Diogo pode ser o nome reservado pelo grupo para a sucessão de Bruno Cunha Lima em 2028, caso a chapa de Cícero não vença as eleições. O grupo Cunha Lima meio que se dividiu nas eleições deste ano, mas por questão de sobrevivência política é esperado que se reagrupe a partir de novembro.




