Renan Santos, de presidenciável a ‘showman, e a política brasileira

O presidenciável Renan Santos na Paraíba, mais precisamente de João Pessoa, nessa quarta-feira (19). Ele é do Missão, partido que não tem tradição política no país, muito menos na Paraíba, mas democrático como é o Brasil, está podendo concorrer nas eleições de outubro, caso o registro seja deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Mas, o que chamou mesmo a atenção foi o ato midiático. Achei que estávamos recepcionando um candidato à presidência da República – o primeiro após o início da campanha eleitoral – e não, um ‘showman’.

Olha a cena: dirigindo um trator, no bairro do Grotão, dizendo que estava ali para derrubar uma possível barricada da facção criminosa Comando Vermelho, Parecia mais um “Rambo” da vida real, só que com um colete à prova de balas.

Duvido que o candidato faria essa “cena” em uma comunidade de São Paulo, berço do PCC, ou no Rio de Janeiro, de onde parte o Comando Vermelho. Será?

E aí vem o questionamento: se é assim que Renan Santos vai tratar o combate às facções criminosas, porque elas existem, não é de hoje, como diria “lá em nós”: estamos lascados.

Aliás, tenho assistido a muitos candidatos falar em combate às facções criminosas, como se fosse uma palavra da moda. Se faz necessário tratar o tema que não seja como um recorte para a bolha da rede social.

Se o presidenciável acredita que colocar um trator na rua, quebrar uma câmera e derrubar barricada vai resolver a situação, melhor repensar a estratégia ou até mesmo a candidatura: nem convencerá o eleitor muito menos vai meter medo nessas facções.

Menos show, né meu fi!