Confirmado candidato à reeleição, o governador Lucas Ribeiro (Progressistas) entra de vez na disputa com o desafio de desbancar, e até desmistificar, o discurso das oposições de que não tem idade, ou melhor experiência, para o cargo e de que, caso alcance a vitória nas urnas, não seria ele a comandar.
Lucas entrou no radar de 2022 quando o deputado federal Aguinaldo Ribeiro desistiu, praticamente às vésperas da convenção, de disputar a vaga ao Senado ao mesmo tempo em que lançou, de cara, o então vice-prefeito de Campina Grande como nome para compor com o governador João Azevêdo, que buscava a reeleição.
Contrariando a muitos, o progressista não foi um vice-governador apático, mas tampouco foi intrusivo politicamente falando. Houve até quem criticasse a ausência de um discurso político mais forte, às vezes, se faz necessário. Optou por se manter no campo administrativo. Foi até paciente, qualidade pouco comum no mundo de políticos tão impacientes e pouco receptivos a receber um “não”.
Assumiu a condição de “candidato natural” à reeleição, em meio a críticas sobre viabilidade eleitoral, e que perduram até hoje. Depois, assumiu o comando de fato do governo do estado com a saída de João para disputar uma das vagas ao Senado.
Manteve o ritmo, cobrado até por setores da base que integra. O ceticismo em relação à capacidade de governar de Lucas Ribeiro não é apenas por parte da oposição.
Agora, se o manterá esse ritmo não dá para prever. Assim como não dá para antever, ou pré-julgar, que não irá corresponder. Inexperiência, já está mais do que comprovado, independente de idade.




