João Azevêdo: geopolítica é importante para escolha do vice, mas não determinante

Em entrevista ao podcast ‘A Tal da Política’, o ex-governador João Azevêdo (PSB) afirmou que, no que se refere à vaga de vice, a geopolítica do estado é importante, mas não determinante, para escolha do nome que vai compor a pretensa chapa do governador Lucas Ribeiro (PP) na condução de vice.

A única ressalva, diz o socialista: não deve ser de Campina Grande, já que Lucas é natural da segunda maior cidade da Paraíba.

Disse que espera participar da escolha, que o pretenso vice precisa agregar e entender o cenário de 2030. Lucas vai disputar uma reeleição. Então, o vice pode até ser o “candidato natural” ao governo, mas ficou subentendido que este precisa entender que não dá para colocar o carro na frente dos bois.

“A questão da geopolítica é muito importante, entretanto, na eleição de 22, todo mundo sabe que não tive a maioria dos votos de João Pessoa, nem em Campina Grande. Mas, venci as eleições porque o restante dos municípios da Paraíba nos deram a vitória. E aí, será que não pode vir alguém do sertão? Será que não pode vir alguém de outra região?”, destacou João.

Tradicionalmente, as chapas têm alternado nomes de João Pessoa e Campina para o governo e vice nas chapas. Para não ir tão longe, desde a eleição de Cássio Cunha Lima em 2002, depois José Maranhão, Ricardo Coutinho e João Azevêdo. Todos mantendo a fórmula.

Para vice de Lucas, pelo menos seis nomes surgem na praça: Adriano Galdino (Pocinhos), Rafaela Camaraense (Cuité), Wilson Filho (Sertão), Marcos Henrique (João Pessoa), Maísa Cartaxo (João Pessoa) e Raniery Paulino (Guarabira).