A questão não é o tom adotado pelo médico Jhony Bezerra contra o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, que foi criticado pelo deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), em entrevista ao programa Hora H (Rede Mais).
“Acho um pouco estranho apenas no caso de Johnny chegar destilando ódio, rancor e mágoa do prefeito Bruno, do qual tem meu carinho, meu respeito e um aliado e parceiro meu na cidade”, disse Romero.
O que precisa ficar claro para o eleitor de Campina, e da Paraíba como um todo, é se Romero, estando no palanque de Cícero Lucena (MDB), pré-candidato ao governo, vai conseguir separar o fato de que Bruno estará no palanque adversário, o do senador Efraim Filho.
Ou os dois nomes da oposição já fizeram algum tipo de acordo de cavalheiros, em que ninguém bate em ninguém, esperando que o eleitor adivinhe quem quer seu voto.
A chegada de Jhony à base de Cícero incomodou. É fato. Sem falar que esse grupo que elegeu e reelegeu Bruno está de olho nas eleições municipais de 2028, e o médico é um potencial nome da oposição devido ao resultado obtido em 2024. Vão apoiá-lo?
Mesmo que Romero diga que as eleições de 2026 são estaduais e não, municipais, não vai dá para separar já que se trata do segundo maior colégio eleitoral do estado. Ou Bruno não vai participar da campanha diretamente? Se a primeira-dama Juliana Cunha Lima ocupar a vaga de vice não pretensa chapa de Efraim, não tem como ficar no camarote.
Também é preciso lembrar que o tom de Jhony, de oposição ao grupo Cunha Lima, não é de agora e nem deveria estranhar. Mas, ele tentar separar o apoio a Cícero, fazendo oposição ao grupo capitaneado por Pedro Cunha Lima, e que se decidiu pelo prefeito da Capital, é o que tem confundido o eleitor.
Jhony realmente acredita que “bater” no grupo de Bruno, que é o de Pedro, o de Romero, Tovar Correia Lima e Fábio Ramalho, não vai resvalar na pré-candidatura de Cícero? Óbvio que vai. O desconforto já é evidente.




