Sem espaços vazios na política, oposição ‘raiz’ de Campina se reorganiza

A ida de Jhony Bezerra para a base do prefeito da Capital, Cícero Lucena (MDB), que conta com o apoio de Pedro Cunha Lima, e companhia, em Campina Grande, tirou do médico a liderança absoluta das oposições já que, por tabela, se aliou a quem sempre criticou. Com isso, a oposição raiz se (re)organiza.

O líder da bancada de oposição na Câmara de Campina, vereador Pimentel Filho, que rompeu com Jhony, se reuniu com o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), neste sábado (7). Falou em posicionamento.

“A política exige clareza de posição, responsabilidade com a palavra e, acima de tudo, compromisso com o povo”, escreveu Pimentel em postagem nas redes sociais. O grupo Ribeiro faz oposição aos Cunha Lima e agregados.

E emendou: “A Paraíba precisa de união, diálogo e de lideranças comprometidas em buscar investimentos, gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas. É com esse espírito que seguimos trabalhando e somando esforços para que nosso estado continue avançando, crescendo e sendo motivo de orgulho para todos nós”.

Jhony, que vinha se mantendo na liderança das oposições desde que chegou ao segundo turno contra o prefeito Bruno Cunha Lima, se vê agora tentando explicar uma aliança com quem o criticou e de quem tem sofrido, mesmo após anunciar apoio a Cícero, “fogo amigo”.

E, por mais que diga ser oposição a Bruno, quem é de Campina sabe: os Cunha Lima se protegem.

Bruno decidiu ficar ao lado do senador Efraim Filho, que era aliado de Pedro até o final de 2025. Mas, com possibilidade de um segundo turno, Efraim ataca Cícero, mas não o grupo Cunha Lima, que tem defendido Bruno abertamente.