Primeiro turno, Segundo Turno, previsões astrológicas (só pode) e apostas que têm como prêmio a renúncia de mandato. Desde que o mundo é mundo, político adora fazer previsões e ainda vender discursos que se sabe não resistirão na prática. Alguém acredita que alguém renunciará a mandato por conta de previsão de pesquisa eleitoral? Tem nem perigo.
Essa é a polêmica da semana: o deputado estadual Eduardo Carneiro (Solidariedade) disse que o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) chegará ao São João à frente do prefeito da Capital, Cícero Lucena (MDB), que tem pontuado na liderança desde 2025.
Aí, entrou em cena o deputado Felipe Leitão (MDB) dizendo que as pesquisas colocam Cícero eleito no 1º turno e jogou o mandato na aposta. Disse que renuncia caso Eduardo Carneiro “vença”. Logo em seguida, Leitão depois pensou melhor e sugeriu doar metade do salário a uma instituição de caridade.
Quanto à renúncia, Eduardo Carneiro disse que não é adepto de apostas, mas aceitou o desafio a doar parte do salário. “Nesse caso, aceito a aposta e, na verdade, dobro a aposta. Não é metade do salário, é o salário todo que a gente deve fazer essa doação”.
Primeiro, não dá para prever que, com três fortes pré-candidatos ao governo da Paraiba – Lucas, Cícero e o senador Efraim Filho -, quem vencerá a eleição deste ano com base em pesquisa, diante da amostragem, tempo e a credibilidade de alguns institutos. A não ser que entrevistem os 3,2 milhões de eleitores do estado às vésperas do pleito, e ainda assim, se político muda de opinião, avalie o eleitor.




