Caso Banco Master: operação da PF tem até dinheiro “voador”

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da Rio Previdência, fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro. 

Segundo a PF, ao chegarem para cumprir mandado de busca e apreensão em um imóvel em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos policiais. Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones.

Nesta etapa, os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Dinheiro “voador” não é novo na política. Na Paraíba, quem não lembra do Caso Concorde, quando na véspera do segundo turno das eleições de 2006, mais de R$ 300 mil em espécie foram jogados pela janela de um escritório no Edifício Concorde, localizado na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, durante uma operação da Polícia Federal.