Levando em conta 2022 e 2024, Pedro ficaria de pronto com Efraim. Mas…

Por mais que o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, que comanda o PSD na Paraíba, diga estar dialogando com o senador Efraim Filho (União Brasil), se fosse para anunciar apoio ao até então aliado, já não o teria feito?

Pedro e Efraim se uniram em 2022. Caminhar juntos nas eleições deste ano seria “natural”. Inclusive, esse era o discurso no início do ano passado até o senador anunciar o desejo de disputar o governo com Pedro já “andando”.

Efraim, inclusive, deu a mão ao grupo Cunha Lima em Campina Grande ao sustentar o projeto de reeleição do prefeito Bruno Cunha Lima e foi um dos responsáveis por convencer Romero Rodrigues a permanecer no projeto. Ter o apoio irrestrito do grupo agora seria “normal”.

O objetivo era definir, entre os dois nomes, quem seria o representante das oposições antes de 2026 chegar. O que era para unir, dividiu.

Sem contar que a chegada do prefeito Cícero Lucena (MDB), que colocou o nome na corrida eleitoral deste ano, provocou uma recomposição e reorganização das oposições.

Voltando a Pedro e seu grupo, nós bastidores, só falta marcar a data para o anúncio de apoio a Cícero, com base em ligações políticas do passado. Porque, repito, se fosse para manter a aliança com Efraim não precisaria “pensar”.