E por falar em pendências eleitorais para 2026, o PT na Paraíba deve decidir em março qual caminho seguir em relação à disputa majoritária. Apesar de integrar a base do governador João Azevêdo, a legenda não cravou apoio ao nome do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), sem falar que tem sido cortejada pelo prefeito da Capital, Cícero Lucena (MDB).
O PT tem dito que a prioridade é reeleger o presidente Lula mas, até este está dividido já que declarou apoio ao governador João Azevêdo (PSB) e a Veneziano Vital do Rêgo (MDB), ambos na disputa por vagas no Senado e que estarão em chapas opostas.
Há quem defenda que Lula não declare apoio a um pré-candidato ao governo no estado, assim ganharia dos dois lados. Até a direção nacional classifica que a situação na Paraíba é “confortável”. Mas, se PT entrar em uma das chapas, não há como se furtar.
Uma fonte contou ao BLOG que, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, está com o tema na mesa. Dos 27 estados da Federação, seis ainda enfrentam problemas, entre eles, a Paraíba.
Em abril, o partido realiza um congresso que é uma novidade para 2026. Mas, com o país ainda tão polarizado e com um projeto de reeleição em jogo, se faz necessário, contou a fonte. Por isso, a decisão nesses seis estados precisa ocorrer um pouco antes.
Lucas e Cícero já fizeram acenos públicos, abrindo portas e os respectivos palanques para o PT e Lula. As conversas têm envolvido as lideranças da estrela vermelha e de partidos dos dois pré-candidatos.
Ainda há espaços nas duas pretensas chapas majoritárias. Na encabeçada por Lucas, a vice e os nomes dos suplentes não foram anunciados. Na de Cícero, além da vice, o segundo nome para o Senado não existe. Veneziano tem repetido que a escolha deve acontecer ainda em janeiro.
A presidente do PT da Paraíba, deputada estadual Cida Ramos, garante que, qualquer que seja a decisão, fará o possível para que o partido saia unido em 2026, o que não aconteceu nas eleições estaduais de 2022, nem nas eleições municipais de 2024 – pelo menos, na Capital paraibana.
Além de decidir de qual lado vai ficar, o PT terá convencer o PCdoB e o PV com quem forma a federação partidária Brasil da Esperança. Pode parecer simples, mas não é.
Na bolsa de apostas, está 50 a 50. Vai depender do poder de convencimento dos grupos no estado e, principalmente, junto à direção nacional do PT.




