Em meio a um desgaste político e administrativo na gestão da Saúde em Campina Grande, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei nº 1.135/25, encaminhado pelo prefeito Bruno Cunha Lima, que autoriza a abertura de crédito adicional suplementar até o limite de R$ 95,7 milhões.
No início da votação, o vereador Saulo Noronha, relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça destacou que o projeto não cria nova despesa no orçamento, tratando-se apenas de uma realocação de recursos orçamentários.
A bancada de oposicao chegou a apresentar uma emenda que propunha reduzir o valor do crédito adicional suplementar de R$ 95,7 milhões para R$ 54 milhões, com o objetivo de redistribuir os recursos de forma mais equilibrada, priorizando áreas essenciais e evitando desidratação de áreas como Educação, Infraestrutura e Assistência Social.
A emenda direcionava os recursos, sobretudo, para o pagamento do Piso Salarial da Enfermagem e quitação de salários atrasados de profissionais da área de saúde, que já dura meses.
Durante a discussão da emenda, o vereador Anderson Pila, líder da oposição, justificou seu voto favorável destacando que a emenda prevê a destinação de R$ 54 milhões para o pagamento dos servidores municipais, apontando essa como a principal crise enfrentada atualmente pelo município.
Em votação, a emenda recebeu sete votos favoráveis, além de Anderson Pila (PSB), votaram Aninha Cardoso (Republicanos), Jô Oliveira (PCdoB), Pimentel Filho (PSB), Tertuliano Maracajá (Republicanos), Valéria Aragão (Republicanos) e Waléria Assunção (PSB). Sem os votos necessários para aprovação, a emenda foi rejeitada.
Ao final da discussão, a proposta de remanejamento foi aprovada por maioria absoluta, com votos contrários dos vereadores Aninha Cardoso e Tertuliano Maracajá.




