Facções nas eleições: TRE-PB suspende julgamento de André Coutinho e Vitor Hugo

Durante a sessão do Pleno desta quinta-feira (30), o procurador do Ministério Público Federal, Renan Paes, atribuiu ao ex-prefeito de Cabedelo Vitor Hugo Castelliano (Avante) a responsabilidade pelas nomeações de pessoas supostamente ligadas ao crime organizado e que teriam beneficiado a eleição de André Coutinho nas eleições de 2024.

“Se permitirmos que as facções criminosas possam fazer alianças políticas com gestores, adotar apoio político em troca de cargos e isso for normalizado, a gente pode caminhar para uma situação de mexicanização do país, de criação de um poder paralelo com instabilidade para a democracia do nosso país”, declarou.

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba deu início ao julgamento do recurso contra a decisão de Primeira Instância que cassou os mandatos do prefeito André Coutinho, da vice Camila Holanda (PP), do vereador Márcio Silva (União Brasil).

Pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa, Vitor Hugo também é réu no processo e pode ficar inelegível para 2026.

O Ministério Público Eleitoral alega ter havido a contratação de pessoal, indicado por membros de facção, durante as eleições, quando o prefeito da cidade era Vítor Hugo.

Logo após o procurador ler seu parecer, um pedido de vista do desembargador Aluízio Bezerra Filho adiou o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

O relator da Aije, o juiz Kéops de Vasconcelos Amaral Vieira Pires, não chegou a apresentar o seu voto no julgamento.