Ricardo Barbosa cobra de Gervásio Maia o que deveria ser regra

Quando o suplente de deputado federal Ricardo Barbosa, do PSB, critica a falta de “companheirismo”, ou o egoísmo, do colega de partido, o deputado federal Gervásio Maia, não é exagero. Também não é exagero afirmar que, sem os mais de 63.777 votos obrigados por Barbosa, em 2022, Gervasinbo (69.405) não teria sido eleito.

Com um quociente eleitoral de 182,5 mil votos, nenhum dos 12 deputados federais da Paraíba se elegeu com os próprios votos em 2022.

O descontentamento do atual superintendente da Companhia Docas da Paraíba é pelo fato de Gervásio não ter feito o que o Republicanos da Paraíba, comandado pelo deputado federal Hugo Motta, entendeu desde o início: abrir espaços para os suplentes.

Se a tal “calda” se mostra tão essencial para que partidos políticos elejam suas bancadas, após o fim das coligações para chapas proporcionais, nada mais justo que dar espaços a quem deu votos.

O Republicanos deu vez a quatro suplentes: Silvia Benjamin, Alexandre de Zezé, Juscelino do Peixe e Maria Leonice. Silvia Benjamim, em quatro anos dessa legislatura, já esteve na titularidade por quase dois anos. Também abriu espaços na Câmara Federal.

O PSB, com seis deputados estaduais eleitos e um federal, ainda não abriu para nenhum suplente.

Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa (100,5 FM), nesta segunda-feira (20), Ricardo Barbosa informou que, nos próximos 15 dias, decidirá se deixa o PSB. Ele é pré-candidato a uma vaga na Câmara Federal em 2026 e deixará a Companhia Docas até abril.