Efraim e a política de um ‘olho no gato, outro no peixe’ que pode não funcionar

O discurso do senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao governo, é um tanto quanto curioso para não dizer conflitante em alguns aspectos. Primeiro, fez acenos ao prefeito da Capital, Cícero Lucena (sem partido), mas agora não o trata como oposição, mas “dissidente” da base governista.

Mas, dissidência é oposição, ainda mais que a base governista tem como nome posto o do vice-governador Lucas Ribeiro (PP).

Oposição, para Efraim, é a que hoje é composta por ele e pelo grupo Cunha Lima. Lembrando que Cícero tem conversado com o ex-senador Cássio Cunha Lima sobre apoio. Efraim não quer perder e não poderia se dar ao luxo de perder esse quinhão e fala em “sintonia”.

Depois, afirma que estará no segundo turno das eleições de 2026, ou pelo menos trabalha para tal, ao mesmo tempo em que diz que disputará internamente com o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD) quem encabeçará a chapa desse grupo.

Pedro repetiu, nesta quinta-feira (9), que não abriu mão de sua pré-candidatura ao governo.

E, por último, mas não menos importante: se aliou ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou o ex-ministro Marcelo Queiroga para compor a chapa na vaga ao Senado, mas disse que não vai rejeitar o voto da esquerda. Esses votos se conflitam, ainda mais em um estado mais lulista do que bolsonarista.